Depois eu eshplico

*fica com vergonha por passar um tempão sem postar e agora voltar como se nada tivesse acontecido*

Bom, jent… minha dolorosa(OI?) ausência foi o resultado de viagens internacionais, ligações surpreendentes na madrugada, distanciamento de um grande amigo por causa de seu namorado cafajeste, desenvolvimento de um software para a empresa, escapar de uma cilada, preparação para uma maratona (de 5 km, pq a de 10 km seria exigir demais, né?), ficar com um bofe maravilhoso numa viagem e reencontrá-lo por “acaso” em outra viagem, conversar com uma cartomante cega no meio de uma praça, estar num concerto de uma conceituada Sinfônica em pleno carnaval chuvoso, chorar ao telefone dando parabéns ao sobrinho que mora no interior (sim, sou o melhor tio do mundo, rs), tomar todas e andar de barco na Baía de Guanabara às 3 da manhã, participar de duas auditorias, organizar a logística do Skol Sensations (eu e mais dois amigos), andar de bicicleta frequentemente, não gostar do livro que estou lendo (Morte Súbita, o primeiro romance de J. K. Rowling), esbarrar com uma queridíssima amiga-psicóloga-gordinha-cinquentona num aeroporto, aprender bastante com as filosofias aparentemente malucas da Inês Brasil, ser convidado para dar um curso na Universidade onde me formei, sair com um amigo e um francês do couchsurfing e levarmos calote do gringo na hora de pagar a conta… enphim, depois eu eshplico.

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Diálogos – restaurante da Rua do Catete, Ryo

A Rua do Catete é um cenário muito interessante. Gosto de observar o cotidiano dos caryocas  que vivem por ali. A dona-de-casa que passa com as sacolas de frutas e verduras, a criançada indo pra escola, o senhor de boina lendo o jornal, o taxista sintonizando uma rádio, a mulata que vai pro trabalho, o casal de idosos caminhando len-ta-men-te… ao fundo, estáticos, os casarões (felizmente) preservados observam a vida passar.

Parágrafo bonitinho, rs… mas quedê os marydos desse post?

Tá, chega de fazer a linha poeta. Confesso: adoro 01 garçom de  01 restaurante na Rua do Catete, rs! <3 Todo trabalhado na agilidade, no bom atendimento, no sorriso… e, para a nooooooossa alegria, o bofe trabalha de terno, além de usar um ~anel de micheline~ no dedo polegar (leia-se típico cara da ZN que sabe fazer o lelelê, rs). APHE, passo mal quando ele me atende!

*todas desconcentra e derruba o garfo*

Vem cá, quem acha que isso é mais um motivo pra gostar da Rua do Catete? o/ PÁ!

Deu-se que, indo pagar a conta, ainda umidificando pela proposta polegar, puxo conversa com a atendente de caixa  – que parecia ser muito simpática.

– Boa tarde! Tudo bem?! *joga o carisma*

– Tudo, e vc? *educada*

– Tranquilo, rs. Aê, vc tem o melhor emprego desse restaurante… *entrega a conta e o cartão*

– Pq é o melhor? *fica curiosa*

– Pq tem uma tv enorme de frente pra vc… e, além disso, vc ainda fica vendo aquele garçon lindo que trabalha aqui, rs. *indica a proposta polegar pra ela sissituar*

– HAHAY! *bate palma, joga a cabeça pra trás e mostra 05 albiturações*

– Que foi? Vai dizer que ele não é bom? *indignado*

– Juntando os homens daqui tudinho, num dá um homem bom! *faz a ryca*

– Mulher, como vc é exigente, rs!

– Sou nada, ele é um gatinho mesmo… mas acho que vc tá brincando comigo. *confusa*

– BRINCANDO? Tô falando sério, gatha! Um homem desses… eu lavaria as cuecas no sabão de côco, todo santo dia! *desabafo*

– HAHAY! *começa a acreditar em mim*

– Faz o seguinte: depois do expediente, encosta nele… e diga que tem um cliente que gostaria de conhecê-lo. Daí a gente vê o que ele diz, rs…

– Tá! *dá uma resposta curta e se concentra fortemente na maquininha do cartão, rs*

– Brygada! *recebe a nota fiscal e o cartão*

– Mas eu acho que ele não “curte”… *joga água fria*

– Ei, deixe de ser da oposição! Não vou mais te convidar pra ser a madrinha, rs! *faz chantagem*

– Tá bom… pode deixar que eu vou dizer!

OREMOSH.