Brasil exporta marydo

Quase meia-noite de sábado. Estava deitado na rede com o note no colo, lendo notícias, esperando os lutadores tirarem a roupa e partirem pro esfrega-esfrega começarem a UFC Ryo 153, quando leio isso daqui:

Quase dei um duplo twist carpado (com sambadinha no final), tamanha foi minha surpresa e indignação. Quedê o Governo do Maranhão? Quedê as leis anti-exportação-de-marydos? Quedê a Jean Willys? Quedê Malafaia? QUEM NOS SOCORRERÁ? Olha, por isso que digo: não tá fácil pra ninguém, rs… a coisa aqui já tá escassa, e pra completar os americanos insistem em roubar nosso patrimônio. Francamente!

Olha a Rubem: carinha de quem resolve os problemas de casa, pratica alguma arte marcial e ainda abraça forte! Sem falar que o bofe é fotógrafo, né? Sensibilidade, precisão, simetria, paciência… vamo deixar levar barato?

Luto pelo Brasil, que perdeu 01 maranhense magya. Terei pesadelos com o sorriso vitorioso da Sam. NUNCA PRECISEI! :(

Anúncios

EBDM em Sampa – proposta terno

Recentemente, um amygo me liga do nada e convida pra passar o feriadão em Sampa. Sabe quando vc anda TEMÇO com as coisas do trabalho e precisa relaxar? Poisé. Assim estava eu, e o convite veio no momento certo. Num flash, já havia parcelado minhas passagens em 36x no cartão C&A.

Madrugada de sexta. Horas antes da viagem, de malas prontas, reconheci que não pude programar quase nada… mas não havia mais tempo. Paciência. Despretensiosamente, abri um desses sites de relacionamento pra ver as ~propostas~ da terra da garoa, rs. Um perfil me chamou a atenção. A descrição – sem divagações, frases de para-choque e textinhos do Orkut – era breve, mas densa, e totalmente em inglês. Nas fotos, vários lugares do mundo. Ele era aquela proposta com carinha de gente boa, calado-que-se-garante… bom, não demorou nada e eu já tava fazendo a bilíngue, mandando um “hi”, rs. Ele respondeu, e assim começamos a trocar uma idéia para checar as afinidades… após o basicão, sem delongas, disse que chegaria lá em algumas horas, e que gostaria de conhecê-lo. Ele achou interessante, e marcamos num certo ponto da Paulista, que seria conveniente para ambos.

Admirado com a dinâmica da vida (e com a minha coragem, rs), às 18 h da sexta, lá estava eu todo trabalhado na gola pólo, no relojão e no perfume. As pessoas andando para lá e para cá, apressadas, indiferentes… e eu parado, esperando o bofe. Meu telefone toca. Imprevisto? Espero que não, rs. Do outro lado, uma voz amigável, e um inglês bastante claro.

– Good evening! How are you doing?

– Fine, thanks! What about you?

– Great! Hey buddy, I just arrived here.

– Where?

– Ah, here you are!

Lá vem o bofe saindo do metrô. Sorrisão, todo simpático, aperto de mão firme… e um detalhe importante: terno e gravata.

*todas treme com terno e gravata*

Após aquela conferida básica junto ao sorriso de boas-vindas, giramos os calcanhares e saímos caminhando pela Paulista. Falamos sobre amenidades, algumas notícias atuais… trocamos opiniões sobre um músico de rua, um cartaz de uma exposição… com a evolução da conversa, passei a fazer perguntas que poderiam soar invasivas se fossem colocadas no primeiro momento, virtual. Embora o local onde nascemos não queira dizer absolutamente nada sobre nós, rs, perguntei de onde ele é. Para a minha grande surpresa, descobri que o bofe é mineiro! :o Claro que morou muitos anos na Europa, onde adquiriu o inglês perfeito… mas enphim, rs. Após a poker face de quem poderia estar falando português desde o começo, seguimos compartilhando um pouco da história de cada um, quando decidimos sentar num bar da Augusta.

Brindamos. Ele me falava do quanto havia se dedicado ao seu casamento na Europa, especialmente por ser sócio do seu marido nos negócios – motivo pelo qual não se interessou em entrar numa universidade. Disse que vieram as crises, e tudo acabou. Frustrado, voltou para o Brasil, e começou a trabalhar com hotelaria, dada a sua habilidade com idiomas. Era recepcionista de hotel. Eu estava contente por ter, de alguma forma (?), conquistado a confiança do bofe, ao ponto de ouvir sua história com tanta transparência. Bom, entendemos ali que nada vem por acaso. As experiências que ele adquiriu lá seriam necessárias para momentos futuros de sua vida. Portanto, tudo foi válido. Estimulei o bofe, para que buscasse novas qualificações profissionais que, somadas ao seu background, o levariam para posições cada vez mais estáveis. Lembrei que é sempre bom estar atento ao aparecimento de um novo marydo, rs! Brindamos novamente, e diluímos esse tema com goles de cerveja gelada.

Nessa altura do campeonato, estava claro que a gente se curtiu e tal, que a conversa tava interessante… mas todos continuavam na defensiva, rs. Nada que a bebida não resolva, não é meshmo?! Após algumas canecas, o bofe encostou o pé discretamente por baixo da mesa, esboçando uma carícia, e minha orelha ficou logo avermelhada (sim, minhas fucking orelhas me denunciam, rs)… como sabemos, a bebida entra e a verdade sai. Ele mandou a real, dizendo que gostaria de ficar mais ~à vontade~ comigo… e eu também queria, ele sabia. Eram quase 23 h, e meu amygo (que estava ciente de toda a situ) deveria estar preocupado. Fui ao banheiro, e peguei o celular para fazer os updates… meu amygo, radiante com as novidades, fez algumas recomendações básicas, e foi enfático ao dizer “VAI, MULHÉ!”. Abafei o riso, rs.

Eu e a proposta terno saímos do bar e seguimos pela Augusta, entrando dignamente num desses motéis urbanos discretos e higiênicos, rs.

O lelelê foi apenas razoável – meu nome é sinceridade, rs. O bofe era muito parado, e não beijava bem :(

Após lavar as dobrinhas, fomos dormir abraçados, mas dei uma voadora ninja me afastei quando o bofe começou a roncar. Superável. Acordamos lymdas e descabeladas, nos preparamos e saímos. Ele trabalharia logo mais, eu iria me perder pela cidade. Caminhando, ele diz que adorou a noite anterior, que quer me ver esses dias e tal, e que gostaria de ir pra alguma festa comigo… achei phopho.

De fato, nos encontramos nos dias seguintes. Em tempo: nada de motel urbano na Augusta, ok?! xp Tava mais pra romancinho mesmo. No sábado, fomos para a festa Gambiarra com um amygo dele (meu amygo não foi, pois estava com uma outra proposta, em outra festa, rs). Dançamos, bebemos, beijamos. A vida é agora, e que seja eterno enquanto durem esses 3 dias em Sampa, rs! Voltei pro hotel após a festa, e encontrei meu amygo dormindo todo esparramado, com aquela expressão de quem estava aproveitando a viagem também, rs. No domingo, encontrei a proposta terno para almoçar num shopping. Comemos direitinho. Pela fachada de vidro, vi um céu carregado. Clima de despedida? Saímos. Caminhamos até o metrô, se lambuzando com a casquinha de sorvete. Ao cruzar a rua, ele diz que trouxe uma pequena lembrança, e me entregou uma foto impressa retirada de sua pasta. :o Disse que gostaria que eu lembrasse dele, e olhar para a foto seria a melhor forma… SHOREY MONANGE com essa atitude! Como não amar a surpresa anos 90?! <3 Ficamos abraçados por alguns segundos, sorrindo.

Entramos no metrô juntos, mas seguiríamos por linhas com sentidos opostos. Ele entrou no trem e deu uma última olhada pra trás, antes que a porta se fechasse… após o apito, o trem seguiu velozmente, serpenteando pelo subsolo paulistano, conduzindo-o para seu destino.

No fundo(OI?), existiam alguns pontos que ele precisava trabalhar, mas o bofe me conquistou no papo, no jeitinho e tal… e o saldo foi positivo. Hoje mantemos contato eventual, apenas por telefone. Ele fala de uma possível vinda ao Ryo. E eu continuo na busca do marydo, rs.

Festival de Cinema do Ryo

Jent, tá rolando o Festival de Cinema do Ryo – leia-se ‘evento descolado para postar no face‘, rs! Uma das várias mostras da edição é dedicada ao público gay, e está distribuída nos principais cinemas da cidade.

Na noite de sábado, eu fui LIKE A DIVA para uma estréia no ungido Sesc Estação Botafogo, mas os ingressos já estavam esgotados :( Fiquei shatiadérrima, quase deitando na BR! Brasileyro é assim: sempre deixa pra resolver tudo em cima da hora, e acaba se fodendOH WAIT :x Pra superar a derrota, comprei logo o ingresso pro dia seguinte e guardei na alça do sutiã #BRINKS

Novamente no cinema, fui dar pinta no café, fazendo a linha ~contemporânea~. Pedi qualquer coisa naquele cardápio que ninguém entende porra nenhuma, enquanto ovulava horrores vendo os bofes que chegavam para o filme… muuuuuita proposta interessante! APHE! Tudo trabalhado na carinha de bom filho, na barbinha, na camisa quadriculada e no oclão… entrei na fila com o sorriso honesto de quem já tinha o ingresso no bolso, e morri de pena ao ver alguns bofes que chegaram após a lotação.

Embora tenha ficado híper mal posicionado dentro da sala (atrás de rashas com roupas vintage, e do lado de gordinhos com 40 e poucos anos, rs), tive uma experiência marcante… sabe aqueles filmes que todo mundo tem que ver uma vez na vida? Poisé. Acrescente ‘Call me Kuchu’ na sua lista. Se lhiga no trailer:

*todas se emociona*

Tá vendo que o Festival é baphônico, néan? Então se joga na programação e nos marydos em potencial, rs!

Prelúdio

Há algum tempo eu queria escrever um blog gay.
Convidei uns amygos pra tocar esse barco, mas eles não animaram muito… #shatiada
No fim, acho que foi melhor. Ao ~mendo~ fica tudo com um estilo próprio, de quem não tem a pretensão de convencer o viado desocupado alguém que vier a ler este blog… mas quer relatar, de forma divertida e inusitada, a busca (incessante? rs) por 01 marydo, além de compartilhar algumas opiniões sobre o nosso “mundo”.

*todas aplaude*

Vamos ver se a coisa vai engatar(OI?) ou vai se perder na virtualidade…