EBDM em Sampa – proposta perfil

Na noite em que iria pra festa Gambiarra com a proposta terno, havia recebido uma séria advertência do meu amygo com quem estava dividindo quarto na viagem pra Sampa: Mulhé, melhore! Vc tem que ir sozinha pros barzinhos da Augusta! Vc chegou lá com o bofe, foi?! HAHAY

xxxxxxxxxxxxxxXPAHHH na minha cara! :~(

Fiquei em estado de profunda rephlexão com o comentário dele, que supostamente queria o meu bem, rs. Carregado de novas conviçcões, logo mais estava lymda e bem penteada, caminhando para a Augusta. Sozinha, pq ninguém que se preze já chega lá com o bofe, nao é meshmo?! #BRINKS Na real, ele apenas me estimulou a conhecer melhor as opções da famigerada rua. Na noite anterior, como fui acompanhado, seria deselegante não focar em outra coisa senão na companhia e na conversa…

Realmente, a percepção sobre a rua foi bem melhor. Diversos pubs, points alternativos, bares com apresentações stand-up comedy e, claro, ~motéis urbanos discretos e higiênicos~, rs… fachadas iluminadas, vibrantes. Calçadas lotadas com gente de todas as tribos. A Augusta seria para Sampa o que a Lapa é para o Ryo, e a Cidade Baixa é para Porto Alegre.

Entrei num bar que tinha a iluminação interessante. Peguei uma mesa logo na entrada, pra revistar quem entra e quem sai, rs. De início, o bar foi uma boa escolha, pois o lugar era realmente bacana… mas ao ver que a grande maioria das mesas estavam apenas com casais ou turminhas, concluí que ali não seria um bom lugar para solteiros :( É, a coisa não tá fácil pra ninguém, rs… situações como essa requerem o uso imediato do ativômetro cilíndrico digital – dispositivo identificador de marydos. Foi o que fiz. Num segundo, o ativômetro começou a pulsar apontando para o balcão, onde vi uma proposta híper interessante, sozinha. Ele estava sentado de perfil num desses bancos altos próximo ao balcão. Sapatênis, jeans bem escuro, camisa quadriculada em vermelho e branco (sabe aquela estampa que só o príncipe Harry tem? Poisé), todo trabalhado na barbinha e relojão. Lindo! Um gole do drink aqui e ali, jamais olhava para o celular… realmente, o bofe não estava esperando ninguém.

*todas comemora*

Chamei o garçom, perguntei o que a proposta perfil estava tomando, e pedi a mesma coisa. Por sorte, quando fui indicar o bofe, nossos olhares se cruzaram. Contato inicial? CONPHERE! Claro que quando ele saiu da minha mesa, voltei a olhar pra proposta, fazendo a linha ~topo fácil~, rs. Ele mandava aquele sorriso leve, dando abertura… desviava o olhar, voltava… e eu firme e forte. Foco? NELE E EM MOINTOS OUTROSH APENAS NELE! O vai-e-vém de pessoas atrapalhava nosso contato visual. Numa dessas, após um grupinho passar, fiz um sinal discretamente, perguntando se eu poderia chegar até lá pra conversar… aquela coisa: não sou daqui, nem vim pra ficar, rs… o bofe confirmou, fazendo um gesto com a cabeça. Coragem? NÍVEL RAMBO NA FRONTEIRA DA COLÔMBIA, RS.

Ligeiro como quem rouba, fui para o balcão ao encontro da proposta perfil. Sempre muito simpático, já cheguei com um tapinha nas costas, estirando a mão para cumprimentá-lo. Até que ele se virou e…

*pausa dramática com música TEMÇA*

Não apertou minha mão. Não apertou, pois não tinha o outro braço :o Sensibilizada, surpresa, passada! O que fazer? Eu não reajo bem com imprevistos. A proposta, que certamente já passou por isso, agiu híper naturalmente, todo amigável. Ficou surpreso? Dei uma batidinha na perna dele, pedindo desculpas. Ele riu, tomando um gole do drink, super à vontade. Relaxa…

Outro nível de gente, né? Depois da tensão inicial, começamos a interagir melhor… ah, claro que ninguém falou sobre acidente, pelamor! Disparamos a falar sobre viagens. Nordeste, sudeste, sul… metrópole, interiorzão… praia, serra, sítio, cidade… clima, sabores, pessoas, situações… por algum link, a conversa entrou para a parte de empreendedorismo e negócios – a praia dele, que acho interessantíssima, o que deixou a coisa mais envolvente. Pense num cara gente boa e bom de papo! APHE! Após várias generalidades, ele soltou aquela indireta-cativante-nada-a-ver-com-o-contexto. Que veio procurar aqui no bar? Comecei a rir, despreparado para a pergunta, rs. Ele mordeu o lábio com um ar de riso, se levantou e deu um super abraço. Hmmmmmmm, delícia, rs! Bem, espero que um buraco pro inferno não se abra aqui no quarto, e um priquito sujo gigante tente me arrastar para lá após esse comentário, rs: achei o meio-abraço desconfortável… foi estranho ter só uma mão nas minhas costas! Ah, mas claro que adorei a proposta perfil e a iniciativa do abraço! Enphim. E o cangote, vamo conferir? Eike homem cheiroso! Rolou um beijo também, rs… mas como o bar era aparentemente hétero, rs, achamos que a cena já estava muito forte para o local e fomos desacelerando.

Todo mundo sentadinho de volta, terminando o drink, rs, comentei que estava passando o feriadão em Sampa com um amygo, e que iria pra uma festa mais tarde. Ele disse que encontraria sua turma em outro bar logo mais. Desencontros… mas uma ótima lição: não é porque a coisa é casual que tem que ser desinteressante.

Pedimos as contas. Saindo do bar, ainda conversando sobre qualquer coisa, nos despedimos. Ele desejou que aproveitasse Sampa, e que voltasse mais vezes. Eu agradeci por tudo, e fui embora pra Gambiarra.

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